No dia 1 de Maio celebrou-se o dia do trabalhador. Neste dia trabalhadores e sindicatos manifestam-se e celebraram os direitos do trabalhador e aquilo que tão arduamente vem sido conquistado. Também é o momento em que normalmente o povo se manifesta contra os patrões e contra as ultimas decisões impopulares do Governo. Isto é assim todos os anos. Por outro lado é um dia de descanso em que muitas familías almoçam juntas, passeam nos parques e praias e passamos tempo uns com os outros.
Este ano além de tudo isso também foi dia de compras. A recente crise faz com que qualquer oportunidade seja boa para mostrar a nossa produtividade e portanto era possível comprar nos grandes hipermercados (não no comércio tradicional que perde mais uma oportunidade).
No meio de tudo isto houve uma campanha de marketing do Pingo Doce: quem comprasse mais de 100€ teria um desconto de 50% nas suas compras. A campanha foi publicitada nas lojas e a partir daí as redes sociais e o boca a boca fizeram o resto. Resultado: o maior caos jamais registado nas lojas, todos queríamos comprar no Pingo Doce!!!!
Os partidos de esquerda e os sindicatos pediram explicações ao Governo (alguém se esqueceu de dizer que a JM é uma empresa privada) falou-se em boicote, mensagem política, etc... Estão a haver investigações porque a autoridade da concorrência tem de falar e porque a Sonae não gostou que alguém desse um desconto alto sem ser em cartão?
No fim de isto tudo e da multitudinaria publicidade que ganhou o Pingo Doce transmitindo a todos que é o mais barato todos nos esquecemos da interpretação mais fácil...Estamos em CRISE e com a corda na garganta. O povo falou contra a austeridade, contra as manifestações, contra as lutas infrutíferas, contra a oposição de trazer por casa e contra a dinâmica global. Não não foi consumismo, foi apenas dizer que está em causa a sobrevivência.
MAS BASEADO EM QUÊ é que toda a gente é míope a analisar o que se passou?
Terça-feira, Maio 15, 2012
Sábado, Março 31, 2012
As escolas e o roubo!
Acaba de anunciar o nosso Tribunal de Contas diversas irregularidades no processo de renovação do parque escolar. No total para além de um desvio de mais de 200% no orçamento inicial, algo que não se deveria poder aceitar temos também 500 milhões de euros em despesas ilegais. MAS BASEADO EM QUÊ? E como é que só se descobre cerca de 2 anos depois?
Ainda por cima sabe-se perfeitamente quem são os culpados e que tipo de despesas fizeram. Giro giro é que a multa prevista na lei está entre metade ou a totalidade do salário anual, ou seja, rouba-se 100 milhões de euros e paga-se como multa cerca de 100.000€??? Assim compensa de sobra e cria-se um chamariz para a actividade ilegal. O senhor agora pode ir para o Brasil viver dos rendimentos e desfrutar da vida, por cá um pouco mais de austeridade para pagar este devaneio.
Conhecendo esta classe o mais normal é que estes senhores sejam nomeados para outra qualquer função publica e volte a fazer o mesmo.
Ora na minha empresa se tenho um over-send de 1000€ numa gestão de 10.000.00€ sou chamado à Administração, tenho de justificar o gasto e gerar uma receita adicional para o cobrir. Além disso retiram-me os poderes e os financeiros passam a policiar todos os meus acordos para não haver desvios. E porque é que isto não se aplica no sector público? Porque é que existe uma impunidade?
Acho que deveríamos criar uma lista pública de maus gestores, que seria publicada na imprensa e estaria disponível na Ordem dos Economistas, pelo menos para se saber quem é que anda a roubar!!! Depois as multas deveriam ser repôr o dinheiro mal gasto e alguns anos de prisão. O desvio de 200% são o equivalente ao 13º e 14º da função pública!!!
Também que questiono o porquê da inexistência de auditorias e fiscalizações neste tipo de actividades. Desta forma até se criava algo de emprego para os milhares de jovens gestores que estão no desemprego ou em funções menores.
Enfim....
Ainda por cima sabe-se perfeitamente quem são os culpados e que tipo de despesas fizeram. Giro giro é que a multa prevista na lei está entre metade ou a totalidade do salário anual, ou seja, rouba-se 100 milhões de euros e paga-se como multa cerca de 100.000€??? Assim compensa de sobra e cria-se um chamariz para a actividade ilegal. O senhor agora pode ir para o Brasil viver dos rendimentos e desfrutar da vida, por cá um pouco mais de austeridade para pagar este devaneio.
Conhecendo esta classe o mais normal é que estes senhores sejam nomeados para outra qualquer função publica e volte a fazer o mesmo.
Ora na minha empresa se tenho um over-send de 1000€ numa gestão de 10.000.00€ sou chamado à Administração, tenho de justificar o gasto e gerar uma receita adicional para o cobrir. Além disso retiram-me os poderes e os financeiros passam a policiar todos os meus acordos para não haver desvios. E porque é que isto não se aplica no sector público? Porque é que existe uma impunidade?
Acho que deveríamos criar uma lista pública de maus gestores, que seria publicada na imprensa e estaria disponível na Ordem dos Economistas, pelo menos para se saber quem é que anda a roubar!!! Depois as multas deveriam ser repôr o dinheiro mal gasto e alguns anos de prisão. O desvio de 200% são o equivalente ao 13º e 14º da função pública!!!
Também que questiono o porquê da inexistência de auditorias e fiscalizações neste tipo de actividades. Desta forma até se criava algo de emprego para os milhares de jovens gestores que estão no desemprego ou em funções menores.
Enfim....
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012
O Emprego
Falamos muito de emprego, ou melhor da falta do mesmo. É uma das novas realidades deste início de século. As nossas políticas para conseguir maior rendibilidade levaram a uma erosão do emprego no "mundo desenvolvido" e não sabemos como dar a volta à situação.
Na Europa são muitos os países com taxas de desemprego históricas e é necessário que o país esteja a atravessar um muito bom momento para dar a volta à situação. Temos poucas opções já que no sector primário as máquinas são essenciais, no sector secundário temos problemas com as economias de escala e a nova modo do sector terciário é o self-service.
Além disso como trabalhadores queremos ter um salário decente e cada vez estamos menos propensos a tarefas menores (para isso temos a imigração) e como consumidores queremos um produto barato sem que nos preocupe demasiado como conseguimos obtê-lo.
Então será que é mesmo impossível? Não haverá mesmo outra saída? Que é feito dos homens das bombas de gasolina? Dos portageiros, dos homens da entrega do pão ou do jornal? E porque é que hoje em dia se pensa primeiro numa máquina que numa pessoa? Mas BASEADO EM QUÊ?
Houve provavelmente algum iluminado que disse que o custo com pessoal não poderia representar mais que x% na conta de resultados de uma empresa e já está, todos a poupar. Privilegiamos as máquinas porque são um activo e têm um valor intrínseco, mas quantas e quantas vezes dizemos que uma determinada empresa vale pelas pessoas? Portanto somos conscientes desse valor mas incapazes de representar o seu valor de forma contabilistica, isto parece-me uma verdadeira parvoíce!
E o Estado que deveria ser o primeiro a defender este tipo de ideias está mais interessado em fazer favores a determinadas empresas do que criar emprego, veja-se por exemplo o caso das portagens das SCUT. Até posso acreditar que numa estratégia financeira a máquina tem muitas vantagens ao recurso humano, mas tendo em conta o quadro actual será que temos de ser tão gananciosos?
Isto sem ignorar que também como recursos humanos temos de rever a nossa própria postura porque os direitos adquiridos custam muito a criar, mais a manter mas é apenas necessária uma pequena crise para que se deite tudo a perder.
Na Europa são muitos os países com taxas de desemprego históricas e é necessário que o país esteja a atravessar um muito bom momento para dar a volta à situação. Temos poucas opções já que no sector primário as máquinas são essenciais, no sector secundário temos problemas com as economias de escala e a nova modo do sector terciário é o self-service.
Além disso como trabalhadores queremos ter um salário decente e cada vez estamos menos propensos a tarefas menores (para isso temos a imigração) e como consumidores queremos um produto barato sem que nos preocupe demasiado como conseguimos obtê-lo.
Então será que é mesmo impossível? Não haverá mesmo outra saída? Que é feito dos homens das bombas de gasolina? Dos portageiros, dos homens da entrega do pão ou do jornal? E porque é que hoje em dia se pensa primeiro numa máquina que numa pessoa? Mas BASEADO EM QUÊ?
Houve provavelmente algum iluminado que disse que o custo com pessoal não poderia representar mais que x% na conta de resultados de uma empresa e já está, todos a poupar. Privilegiamos as máquinas porque são um activo e têm um valor intrínseco, mas quantas e quantas vezes dizemos que uma determinada empresa vale pelas pessoas? Portanto somos conscientes desse valor mas incapazes de representar o seu valor de forma contabilistica, isto parece-me uma verdadeira parvoíce!
E o Estado que deveria ser o primeiro a defender este tipo de ideias está mais interessado em fazer favores a determinadas empresas do que criar emprego, veja-se por exemplo o caso das portagens das SCUT. Até posso acreditar que numa estratégia financeira a máquina tem muitas vantagens ao recurso humano, mas tendo em conta o quadro actual será que temos de ser tão gananciosos?
Isto sem ignorar que também como recursos humanos temos de rever a nossa própria postura porque os direitos adquiridos custam muito a criar, mais a manter mas é apenas necessária uma pequena crise para que se deite tudo a perder.
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2012
A Austeridade
Podemos dizer que esta é a palavra de 2011 e muito provavelmente o será em 2012. E a nova moda económica fruto da crise da dívida soberana. Podemos dizer que a crise soberana advém do gasto excessivo a que incorremos durante os últimos anos. É certo que se construíram muitas infra-estruturas, alguma necessárias outras nem tanto e algumas outras apenas para encher os bolsos de uma elite de pessoas sem escrúpulos. Podemos também pensar nas garantias adicionais que os estados têm que dar ou na contabilidade inventiva dos últimos anos que apenas serve para justificar e esconder a situação real.
A verdade é que não utilizamos a maior de todas as regras...não se pode gastar mais do que temos e se o fazemos temos que pensar que mais tarde ou mais cedo tudo terá uma consequência.
Agora temos que aceitar alguns cortes e a perda de direitos que fomos conquistando. No entanto todos sentimos que as coisas não se estão a fazer como se deveria, podemos perder direitos mas é algo que tem de ser aplicado a todos! Além disso vemos como os gestores públicos gozam de uma impunidade histórica e isso é algo que ninguém pode aceitar. Todos aceitamos erros mas isto??? E baseado em quê??? Será que é tão díficil aplicar a mesma regra a todas as classes sociais e não ceder às pressões de uma classe cada vez mais rica?
Bom justiça à parte voltamos à austeridade. Cortes e mais cortes, perda de direitos e vemos situações de injustiça total. Que é importante gastar menos acho que tal é algo que todos aceitamos, mas e o resto? É que nos últimos anos não temos mais saúde, nem mais segurança ou bombeiros, não temos mais serviços públicos, nem educação. Assim que me lembre a única coisa que nos deram foi a garantia dos depósitos até aos 100.000€. Falta apenas responder a uma grande pergunta: quantos portugueses querem realmente (ou podem eventualmente utilizar) a totalidade dessa garantia?
A verdade é que não utilizamos a maior de todas as regras...não se pode gastar mais do que temos e se o fazemos temos que pensar que mais tarde ou mais cedo tudo terá uma consequência.
Agora temos que aceitar alguns cortes e a perda de direitos que fomos conquistando. No entanto todos sentimos que as coisas não se estão a fazer como se deveria, podemos perder direitos mas é algo que tem de ser aplicado a todos! Além disso vemos como os gestores públicos gozam de uma impunidade histórica e isso é algo que ninguém pode aceitar. Todos aceitamos erros mas isto??? E baseado em quê??? Será que é tão díficil aplicar a mesma regra a todas as classes sociais e não ceder às pressões de uma classe cada vez mais rica?
Bom justiça à parte voltamos à austeridade. Cortes e mais cortes, perda de direitos e vemos situações de injustiça total. Que é importante gastar menos acho que tal é algo que todos aceitamos, mas e o resto? É que nos últimos anos não temos mais saúde, nem mais segurança ou bombeiros, não temos mais serviços públicos, nem educação. Assim que me lembre a única coisa que nos deram foi a garantia dos depósitos até aos 100.000€. Falta apenas responder a uma grande pergunta: quantos portugueses querem realmente (ou podem eventualmente utilizar) a totalidade dessa garantia?
Domingo, Setembro 25, 2011
Um caso público!
Vou contar hoje um caso real que aconteceu numa instituição pública.
Em determinado Ministério, o Director “António” é promovido para Director do departamento de Logistica e Manutenção. O dito Director vai conhecer algumas das secções e equipes do seu departamento e devido à sua formação profissional bastante prática e objectiva analisa o potencial de uma das secções de manutenção que está dedicada à manutenção de um equipamento que o Director conhece na perfeição. Além de estudar o potencial da secção, estuda os seus custos, rentabilidade e productividade e chega à conclusão (que deve ser comum a quase todos os departamentos públicos)que a secção é deficitária já que o valor do que produz é inferior ao seu custo.
Dita secção tem 18 pessoas e faz a manutenção de um equipamento militar, executa a manutenção em no triplo das horas previstas pela marca e tal não é fruto de falta de formação (já que foi dada pela marca em distintas ocasiões) ou por falta de material. Estão organizados em equipes de 4 trabalhadores (deveriam estar organizados em equipes de 2 já que mais torna o trabalho ineficiente) e existem sempre duas posições livres devido ao absentismo.
Com esta organização a manutenção do parque nacional de veículos é executada na sua totalidade a cada 3 anos deixando de existir espaço para trabalho extra. No entando a ideia de dita seccção era executar toda a manutenção interna apenas num ano e ter tempo de se transformar num potencial exportador de serviços altamente valorizados graças ao seu caractér específico. António, devido ao que identificou, está a tentar colocar a secção dentro da linha anteriormente programada e como se trata de um ministério de comando directo provavelmente será possível realizar-se esta mudança, mas só até ao próximo chefe chegar.
O país está hipotecado, temos a troika em casa e um plano de austeridade que está a afectar tudo e todos. MAS BASEADO EM QUÊ seguimos com estes tipos de comportamentos? Será que só vamos mudar quando acabar a imperial e os tremoços?
Em determinado Ministério, o Director “António” é promovido para Director do departamento de Logistica e Manutenção. O dito Director vai conhecer algumas das secções e equipes do seu departamento e devido à sua formação profissional bastante prática e objectiva analisa o potencial de uma das secções de manutenção que está dedicada à manutenção de um equipamento que o Director conhece na perfeição. Além de estudar o potencial da secção, estuda os seus custos, rentabilidade e productividade e chega à conclusão (que deve ser comum a quase todos os departamentos públicos)que a secção é deficitária já que o valor do que produz é inferior ao seu custo.
Dita secção tem 18 pessoas e faz a manutenção de um equipamento militar, executa a manutenção em no triplo das horas previstas pela marca e tal não é fruto de falta de formação (já que foi dada pela marca em distintas ocasiões) ou por falta de material. Estão organizados em equipes de 4 trabalhadores (deveriam estar organizados em equipes de 2 já que mais torna o trabalho ineficiente) e existem sempre duas posições livres devido ao absentismo.
Com esta organização a manutenção do parque nacional de veículos é executada na sua totalidade a cada 3 anos deixando de existir espaço para trabalho extra. No entando a ideia de dita seccção era executar toda a manutenção interna apenas num ano e ter tempo de se transformar num potencial exportador de serviços altamente valorizados graças ao seu caractér específico. António, devido ao que identificou, está a tentar colocar a secção dentro da linha anteriormente programada e como se trata de um ministério de comando directo provavelmente será possível realizar-se esta mudança, mas só até ao próximo chefe chegar.
O país está hipotecado, temos a troika em casa e um plano de austeridade que está a afectar tudo e todos. MAS BASEADO EM QUÊ seguimos com estes tipos de comportamentos? Será que só vamos mudar quando acabar a imperial e os tremoços?
Terça-feira, Maio 31, 2011
A Alternativa...
Dia 3 de Junho temos eleições em Portugal, desta feita vamos definir o futuro do nosso país. Temos de o fazer de forma precipitada e provavelmente no contexto mais complexo para o nosso país dos últimos 25 anos. Estamos de novo entregues ao FMI e empréstimos internacionais, numa situação política demasiado instável e onde a grande maioria população, que deveria estar unida, ainda não se apercebeu (ou não se manifestou) de qual é a gravidade da situação e quais a mudanças estruturais que temos que enfrentar.
Chegamos a esta situação depois da famosa crise financeira (já por mim abordada em diferentes ocasiões) que abalou o mundo e o nosso país. Para se conseguir ultrapassar a crise financeira nos bancos o Estado teve de dar garantias e apoiar (para não dizer responsabilizar-se) casos menos transparentes como o caso do BPN e começar a assumir dívidas. No meio da crise e para bem da transparência a UE resolve mudar as regras contabilistas dos Estados e de repente torna-se vísivel o "buraco negro" em quase toda a sua dimensão....digo quase toda porque desconfio que muito há para descobrir.
Podemos discutir a "pescadinha de rabo na boca" financeira que se criou nos últimos dois anos (Estado, bancos, especuladores, etc...), os 20 anos de suposto desenvolvimento económico patrocinado pelos fundos europeus ou o crónico défice comercial compensado durante muito tempo pelas remessas dos emigrantes. Podemos fazê-lo e deveriamos fazê-lo para conhecermos os nossos erros e tentar corrigir o possível e evitá-los num futuro. Mas hoje apenas quero discutir as alternativas para as eleições.
Temos que escolher o futuro para o país e sem alternativas!!! Baseado em quê??? Vejamos:
Sócrates - o responsável (não total) pela situação actual. Faltou-lhe levar a cabo a grande maioria das politicas e reformas anunciadas, de antecipar (não antever) a dimensão da crise e de executar atempadamente as medidas correctas.
Passos Coelho - o suposto herói da pátria que com a sua sede de poder deu a estocada final no país moribundo. Realmente devemos premiar o "destruir para reconstruir"??
Paulo Portas - o oportunista. Sempre esteve presente nos momentos de indecisão assumindo um extremo poder com eles. A última vez que esteve no Governo fez alguns dos contractos mais absurdos e despesistas de sempre...os tridentes e as chaimites.
Os outros de Esquerdas - os utópicos! Necessários num parlamento para dar ideias, mas completamente inaptos para formar um governo. É de louvar a capacidade criativa mas infelizmente não têm sentido prático e capacidade humana para o Governo.
Então qual é a alternativa???
E ainda falta uma variável essencial...quais são as metas a que já nos comprometemos com a Troika? Não deveriamos saber quais os compromissos e objectivos que temos para os próximos anos para que podamos escolher qual a equipa que consideramos ter melhores condiciones para nos os cumprir?
Nota: Faz-me falta a revolução popular que já aconteceu na Islândia. Os meus apoios para o movimento "Democracia Real Já"...mas falta algo mais...
Chegamos a esta situação depois da famosa crise financeira (já por mim abordada em diferentes ocasiões) que abalou o mundo e o nosso país. Para se conseguir ultrapassar a crise financeira nos bancos o Estado teve de dar garantias e apoiar (para não dizer responsabilizar-se) casos menos transparentes como o caso do BPN e começar a assumir dívidas. No meio da crise e para bem da transparência a UE resolve mudar as regras contabilistas dos Estados e de repente torna-se vísivel o "buraco negro" em quase toda a sua dimensão....digo quase toda porque desconfio que muito há para descobrir.
Podemos discutir a "pescadinha de rabo na boca" financeira que se criou nos últimos dois anos (Estado, bancos, especuladores, etc...), os 20 anos de suposto desenvolvimento económico patrocinado pelos fundos europeus ou o crónico défice comercial compensado durante muito tempo pelas remessas dos emigrantes. Podemos fazê-lo e deveriamos fazê-lo para conhecermos os nossos erros e tentar corrigir o possível e evitá-los num futuro. Mas hoje apenas quero discutir as alternativas para as eleições.
Temos que escolher o futuro para o país e sem alternativas!!! Baseado em quê??? Vejamos:
Sócrates - o responsável (não total) pela situação actual. Faltou-lhe levar a cabo a grande maioria das politicas e reformas anunciadas, de antecipar (não antever) a dimensão da crise e de executar atempadamente as medidas correctas.
Passos Coelho - o suposto herói da pátria que com a sua sede de poder deu a estocada final no país moribundo. Realmente devemos premiar o "destruir para reconstruir"??
Paulo Portas - o oportunista. Sempre esteve presente nos momentos de indecisão assumindo um extremo poder com eles. A última vez que esteve no Governo fez alguns dos contractos mais absurdos e despesistas de sempre...os tridentes e as chaimites.
Os outros de Esquerdas - os utópicos! Necessários num parlamento para dar ideias, mas completamente inaptos para formar um governo. É de louvar a capacidade criativa mas infelizmente não têm sentido prático e capacidade humana para o Governo.
Então qual é a alternativa???
E ainda falta uma variável essencial...quais são as metas a que já nos comprometemos com a Troika? Não deveriamos saber quais os compromissos e objectivos que temos para os próximos anos para que podamos escolher qual a equipa que consideramos ter melhores condiciones para nos os cumprir?
Nota: Faz-me falta a revolução popular que já aconteceu na Islândia. Os meus apoios para o movimento "Democracia Real Já"...mas falta algo mais...
Sábado, Abril 30, 2011
A corrida
Durante o mês de Abril fui correr a minha primeira corrida popular: os 10 km de Madrid (achei que para primeira vez chegavam 10km não era preciso ir à maratona). Baseado em quê?? Bem...apenas numa ideia um pouco idiota a que dois amigos disseram que sim...e lá fomos nós.
9 a.m. no ponto de encontro (num Domingo)...e milhares de pessoas: maratonistas profissionais, fundistas, aficionados da corrida, os desportistas de fim-de-semana, os divertidos, os grupos de amigos, as associções, os veteranos, os principiantes, nós os dois e outros mais.
A organização perfeita (pelo menos para mim), pois por apenas 15€ têm-se direito a uma camisa de corrida, um saco para o guarda-roupa, uma bolsa para os valores, um mapa, um gel de banho, inumeras revistas e publicidad, àgua, iogurtes e isostar à descrição. O circuito muito bem demarcado, apoio na rua, a policia, os bombeiros, pessoal médico, música e animação. Inúmeros patrocinadores, meia cidade dedicada ao evento e as principais artérias fechadas.
Para mim foi a primeira vez de muitas, correr entre esta massa ajuda, a força humana é excelente e sempre que vacilas há uma voz de apoio de algum lago: "bora tu consegues...não desistas". Resultado abaixo do meu objetivo: 1:03:52 e dia 8 de Maio lá vou eu outra vez. :-)
9 a.m. no ponto de encontro (num Domingo)...e milhares de pessoas: maratonistas profissionais, fundistas, aficionados da corrida, os desportistas de fim-de-semana, os divertidos, os grupos de amigos, as associções, os veteranos, os principiantes, nós os dois e outros mais.
A organização perfeita (pelo menos para mim), pois por apenas 15€ têm-se direito a uma camisa de corrida, um saco para o guarda-roupa, uma bolsa para os valores, um mapa, um gel de banho, inumeras revistas e publicidad, àgua, iogurtes e isostar à descrição. O circuito muito bem demarcado, apoio na rua, a policia, os bombeiros, pessoal médico, música e animação. Inúmeros patrocinadores, meia cidade dedicada ao evento e as principais artérias fechadas.
Para mim foi a primeira vez de muitas, correr entre esta massa ajuda, a força humana é excelente e sempre que vacilas há uma voz de apoio de algum lago: "bora tu consegues...não desistas". Resultado abaixo do meu objetivo: 1:03:52 e dia 8 de Maio lá vou eu outra vez. :-)
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